Archive for the 'sonorovisual' Category

14
abr
10

perfect kiss

A primeira vez que ouvi New Order foi atravessando a praça de um bairro pacato, eu tinha uns treze anos. Alguém botou a caixa de som Gradiente para fora da janela no exato momento em que eu procurava a casa de um menino. Desisti da casa, andei em círculo até que a música terminasse e fui embora.

21
mar
10

um milhão de vezes – teatro para alguém – paula pretta

11
mar
10

quando o orelhão ainda impactava

Ontem, 10 de março, foi o Dia do Telefone. Por volta de 83, minha mãe ordenava que eu fosse ao orelhão telefonar para o meu pai no trabalho. Levava um banco porque não alcançava, eu tinha 8 anos. Fazia isso muitas vezes por semana. Sempre dava ocupado, tentava uma vez e voltava para o final da fila, com o banco debaixo do braço. Um dia, o guardinha pediu que eu saísse imediatamente, achou que a criança estava brincando de trote. Mas era seríssimo. Eu tinha de três a dez fichas para perceber o clima do outro lado da linha. Chegando em casa, precisava descrever o tom de voz da secretária, se meu pai falava ao fundo, se alguém ria. Minha mãe acendia um cigarro e analisava os dados.

31
jan
10

as mãos de arturo toscanini

30
nov
09

a formiga não ganha nada com isso

Descobri o Rainha Vermelha, um blog de ciência, no início da gripe suína. Pra quem gosta do riscado, é uma tigela cheia. Foi de lá que trouxe isto (clique em view subtitles e escolha a legenda):

E se as ideias forem vermes egoístas agindo pela evolução delas mesmas?

22
nov
09

manhã de domingo

Situação: primeira mesa do último dia de Balada Literária e única vez que lembrei da câmera. A Livraria da Vila nem tinha aberto as portas, Marcelino Freire e João Gilberto Noll já estavam lá. Eles entraram pela lateral, Adrienne ficou para encaminhar os navegantes.

O café ainda nem tinha sido torrado.

Marcelino despacha, Santiago Nazarian pensa o que dizer ao Noll.

Noll celebra a missa, realiza o mistério e comunga.

Clarice Lispector toma seu café.

28
out
09

e sol para os mortos

A morte gera isso que você está sentindo agora. Então, não tenha culpa ao imaginar a ida de quem é seu por direito natural ou adquirido. Todos são de todos, descobri ontem. Como lembra um dos mestres da suspeita: a crença surge quando a vontade é fraca. Peço a benção aos mortos que já enterrei e tento acalmar a mim mesma, que um dia será enterrada sem nenhuma vontade.

26
out
09

rapidinho aqui, aproveitar o sol




delfuego@uol.com.br

Eu voo com um peteleco.

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